Segundo policiais, a alimentação seria um cachorro-quente e um refrigerante. Eles teriam que esperar horas na fila para o almoço, na quadra da Faetec, em São Cristóvão:
— Chegamos no batalhão às 10h da manhã e viemos para o Maracanã às 13h30min para se equipar sem a alimentação, que está sendo servida junto com a ração fria. Até o momento (às 16h de domingo), mais de 500 policiais não almoçaram. Como um policial montado com o equipamento irá fazer para comer e como irá guardar a ração fria para a janta? — questiona um policial.
Sobre a escala de trabalho, a reclamação é sobre as poucas folgas:
— Estamos sendo esculachados. Nossa escala está em desacordo com a lei. Nós vamos trabalhar dois dias e folgar só um. Moramos no interior e teremos que nos alojar em Sulacap, na Comunidade Fiel de Apoio ao Policial (CFAP). Voltaremos para casa na terça-feira de madrugada e percorreremos mais ou menos 330km — reclama outro policial.
De acordo com a PM, “os policiais cumprem as escalas padronizadas para toda a Corporação respeitando o horário de descanso estabelecido”.
Fotos e vídeos de transporte dos policiais mostram as condições precárias dos transportes, com solo danificado e sem amortecedor. O trem é também o meio de transporte. O Comando Geral da Polícia Militar informa “que a Corporação possui meios de transporte suficientes para deslocamento dos policiais. A utilização dos trens, no entanto, foi uma decisão estratégica e será prioridade durante a Copa do Mundo. Além de ser mais econômico, é uma forma de se chegar mais rápido aos locais de patrulhamento. Os comandantes também utilizam o mesmo serviço”.








